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5 exemplos de metodologias ativas que todo professor precisa conhecer

Por Mariana Bortoletti   | 

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As metodologias ativas são modos de ensinar mais contemporâneos, que estão conectados com a realidade e o perfil dos estudantes atuais.

Na sala de aula tradicional, crianças e adolescentes costumam ficar sentados e quietos, enquanto ouvem o professor explicar o conteúdo. 

A informação, nesse contexto, é unidirecional: do professor para os discentes.

O papel de quem ensina e de quem aprende são bem delimitados, assim como a dinâmica de aprender: é necessário estar quieto para, passivamente, “absorver” o conhecimento. 

As metodologias ativas, por sua vez, rompem essa lógica e dinâmica.

Elas colocam o estudante no centro no processo de aprendizado, dando a ele uma função ativa de aprender, como sugere o nome.  

Só que, evidentemente, essa chamada para a ação deve ser organizada e sistematizada de acordo com o nível e os objetos pedagógicos da aula, precisando ser conduzidas por educadores e profissionais da área da Educação. 

As aulas de metodologia ativa são menos expositivas, já que o foco da turma não deve ser o professor.  

Confira o que você vai aprender aqui: 

O que são metodologias ativas
Os benefícios das metodologias ativas para o estudante
5 exemplos de metodologias ativas para usar em sala de aula
Além das metodologias ativas: como melhorar seu trabalho de educador

O que são metodologias ativas 

As metodologias ativas são estratégias de ensino e aprendizado que colocam o estudante no centro do processo de aquisição de conhecimento.

Para que ele seja efetivado, o discente precisa ter maturidade e participar ativamente do processo.  

Há diferentes métodos que podem ser utilizados, como a resolução de problemas, o desenvolvimento de projetos, a chamada “sala de aula invertida”, entre outros. 

Os benefícios das metodologias ativas para o estudante 

A metodologia ativa ajuda na compreensão de conteúdos e solidificação do repertório adquirido.

Entre outras vantagens, pode-se citar o aumento do interesse por parte dos estudantes em relação às matérias ensinadas, aquisição de conhecimento feita de modo mais lúdico e rápido, melhora na capacidade de resolver problemas de modo colaborativo. 

É importante destacar que as metodologias ativas são complementares, ou seja, pode-se utilizar mais de uma ao longo da formação do discente.

Até porque entre os objetivos dessas metodologias está a formação de pessoas mais críticas e proativas, que consigam resolver problemas de modo colaborativo. 

5 exemplos de metodologias ativas para usar em sala de aula 

Confira, a seguir, cinco metodologias ativas que você pode levar para a sua turma. 

1. Aprendizagem baseada em problemas 

A Aprendizagem baseada em problemas é uma das metodologias ativas mais difundidas. Para ser posta em prática, ela precisa ser dividida em três grandes etapas: 

  1. Compreensão sobre o problema: os estudantes precisam entender qual é o problema. Só que tal compreensão deve ser atingida de modo conjunto entre os colegas, não individualmente.
  2. Conflito cognitivo: nessa etapa, deve haver um conflito, uma espécie de dificuldade, que é necessária para o aprendizado do conteúdo;
  3. Resolução: após identificar o problema e se deparar com algumas dificuldades, é necessário encontrar, também, uma resolução, de modo conjunto. Para isso, é necessário que haja a aceitação de diferentes vozes sobre o mesmo fenômeno. 

Essa metodologia incentiva o trabalho em equipe e a interação entre os membros da turma.

Por isso, a ideia é que os problemas simulem situações cotidianas, que podem ser vivenciadas pelos estudantes. 

Professores das disciplinas de Ciências, Biologia ou Química, por exemplo, podem pedir aos alunos que formem grupos e encontrem soluções para o problema da poluição do rio da cidade ou do bairro em que vivem. 

2. Aprendizagem baseada em projetos 

A Aprendizagem baseada em projetos demanda da criança a elaboração de um projeto, como o nome já diz.

Só que ele deve ser desenvolvido por conta do estudante, sob a supervisão e orientação do professor. 

Desse modo, espera-se que o discente consiga desenvolver habilidades socioemocionais, como a proatividade e a colaboração, ao mesmo tempo em que adquire repertório e aprende conteúdos.  

Nessa metodologia, o estudante aprende a analisar e a resolver problemas por meio de etapas e ações coordenadas.

Ele entende a importância de definir e seguir um plano de ação, com prazos e metas, por exemplo. 

Outra característica dessa metodologia é que ela pode ser realizada em grupo ou individualmente.

O recomendado é que, sempre que possível, ela seja aplicada em equipe, de modo que os estudantes possam desenvolver outras habilidades, como a capacidade de coordenar e de colaborar. 

3. Sala de aula invertida 

A sala de aula invertida é uma das metodologias ativas mais utilizadas, sendo aplicada em diferentes etapas do ensino.

Nesse caso, o professor deixa de explanar e explicar os conteúdos e passa a vez para os próprios estudantes. 

São os famosos “seminários”, em que as crianças se reúnem em grupos e devem pesquisar sobre determinado tema ou fenômeno para explicar ao restante da turma, tirando as dúvidas que surgirem. 

O intuito é fazer com que os estudantes assumam posturas mais ativas na sala de aula, interagindo com os colegas, respondendo perguntas e participando ativamente. 

Caso a turma permaneça quieta, sem fazer qualquer pergunta ao grupo que está apresentando, é papel do professor incentivar a participação ou estabelecer uma dinâmica de arguição entre eles. 

Uma ideia é definir que todos devem realizar, pelo menos, uma pergunta aos diferentes grupos que vão se apresentar.

Afinal, a escuta ativa também faz parte da metodologia. 

Incentive os estudantes a utilizar diferentes recursos, como imagens, slides de PowerPoint, vídeos e arquivos sonoros, para prender a atenção dos colegas da classe.

Faça com que as exposições sejam dinâmicas e atraentes.

Exemplos de metodologias ativas para os professores conhecerem

4. Gamificação 

Outra metodologia ativa utilizada e cada vez mais difundida é a gamificação. Ela é definida pela aplicação de jogos em situações de ensino e aprendizado.  

Podem ser jogos mais tradicionais, como os de tabuleiros ou de atividades físicas, até mais modernos, como os de computador ou de aplicativos. 

De modo geral, essa é uma metodologia que gera bastante engajamento entre os estudantes, que se sentem desafiados e estimulados a melhorar para atingir determinado nível ou obter algum ganho ou vantagem. 

Outra função é incentivar e ensinar a turma a persistir até o final. Há, então, vários modos de gamificar os conteúdos ensinados em sala de aula.

Pode-se realizar uma dinâmica entre grupos e entre colegas de diferentes modos: com níveis, fases, entre outros.  

Um modo tradicional de incluir a gamificação na sala de aula é dividir a turma em grupos e fazer um jogo de perguntas e respostas, com prêmios e vantagens ao longo do jogo para a equipe que acertar.  

5. Estudo de caso 

O estudo de caso integra o rol das metodologias ativas porque ele coloca os estudantes como sujeitos centrais para a compreensão e resolução do caso apresentado e discutido.  

Em geral, é utilizado quando há a necessidade de o estudante obter uma técnica prática, e não apenas o conhecimento teórico, sobre determinada função.  

Na aula de literatura, por exemplo, pode ser a elaboração de um poema com rimas ricas e de outro com rimas pobres, para que entendam a diferença entre eles. 

Ou, na disciplina de educação artística, pode ser a elaboração de um quadro ou de um escultura em argila, para que se aprenda determinadas técnicas de composição. 

Além das metodologias ativas: como melhorar seu trabalho de educador 

A área de educação sofreu muitas transformações nas últimas décadas, por causa das tecnologias de informação e comunicação (TICs), que passaram a  fazer parte do dia a dia da escola. 

Com a pandemia da Covid-19, as transformações na área foram ainda mais radicais e rápidas. Nesse contexto, realizar cursos de atualização profissional se tornou fundamental.  

Desse modo, é possível acompanhar e entender as transformações da área, além de identificar quais são as tendências para os próximos anos.

Os educadores que já possuem graduação podem cursar uma pós-graduação para satisfazer demandas específicas.  

A especialização também aumenta as chances de o professor receber salários mais altos e progredir na carreira, em especial para os que atuam na rede pública de ensino. 

Atualmente, há várias pós-graduações a distância na área da educação, que podem ser cursadas por quem deseja qualificação e atualização profissional. 

Conhecer as novas metodologias de ensino, ferramentas, necessidades dos estudantes e das famílias são um diferencial que valorizam as suas aulas. 

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