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Sonha em trabalhar com pesquisa? A carreira acadêmica é uma boa opção!

Por Mariana Fernandes   | 

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Você já tinha pensado em seguir na carreira acadêmica para trabalhar com pesquisa? 

Seguir carreira acadêmica significa pesquisar e divulgar conhecimentos sobre determinada área do conhecimento para aplicação no mercado de trabalho ou progresso da ciência. 

Quem segue essa carreira pode trabalhar como professor ou como pesquisador, além de poder atuar em universidades e instituições no exterior. 

Neste artigo, nós vamos falar um pouco sobre a carreira acadêmica. 

Vamos explorar as maneiras como você se torna um pesquisador, como é o dia a dia desse profissional e vamos dar algumas dicas de como se tornar um. 

Você vai conferir: 

Como funciona a carreira acadêmica? 
O que faz um profissional que segue na academia? 
O perfil indicado para seguir carreira acadêmica 
Como seguir na carreira acadêmica 
Conclusão 

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Como funciona a carreira acadêmica? 

Quando falamos em carreira acadêmica, estamos falando sobre um profissional se dedicar a estudar e produzir conhecimentos sobre determinado assunto a partir de pesquisas. 

Essa carreira começa ainda na graduação e evolui dentro do mestrado e doutorado, com o acadêmico lendo e consultando fontes primárias sobre um assunto de interesse e produzindo artigos científicos e livros sobre suas descobertas e aprendizados. 

Ter uma carreira acadêmica significa ser um pesquisador, isso porque todo o trabalho está relacionado com pesquisar e divulgar conhecimento. 

A carreira acadêmica está altamente associada à intelectualidade e ao trabalho nas universidades, com acadêmicos trabalhando como professores do ensino superior ao mesmo tempo em que seguem suas linhas de pesquisa. 

Porém, também existem outros caminhos para onde a carreira acadêmica pode levar, como o trabalho na iniciativa privada (em indústrias, laboratórios e centros científicos, por exemplo) e no exterior. 

A importância da carreira acadêmica está em proporcionar novos conhecimentos para as gerações seguintes, além de contribuir com a sociedade em inovações tecnológicas, tratamentos de saúde e esclarecimentos sobre grupos sociais. 

Ao contrário da impressão que muitas pessoas têm, não são apenas as áreas de exatas e biológicas que precisam de pesquisadores e acadêmicos, mas a área de humanas também. 

Cada uma delas traz sua própria contribuição social e científica. 

Os prós e contras de se trabalhar com pesquisa 

Assim como todas as carreiras que existem, trabalhar com pesquisa tem seus prós e contras. 

Do lado dos prós temos a descoberta e produção de novos conhecimentos, o que ajuda estudantes e profissionais, além da vantagem de estar sempre aprendendo algo novo. 

Também podemos citar os bons salários, já que professores de ensino superior podem receber cerca de R$ 15.000,00, por exemplo, dependendo de sua titulação e experiência. 

Ainda do lado dos prós, podemos citar o prestígio que o pesquisador ganha diante da sociedade, justamente por conta de sua contribuição. 

E como citamos acima, a carreira acadêmica também tem seus contras. Do outro lado, temos uma grande carga de trabalho como primeiro contra. 

Como os pesquisadores raramente são apenas pesquisadores, e o mais comum é se tornarem professores, existe o trabalho típico de educador junto à pesquisa. 

Isso resulta em uma longa lista de atribuições: correção de provas, preparação de aulas, orientação de alunos, elaboração de artigos, fazer projetos de pesquisa, dar a aula em si, etc. 

Outro ponto negativo da carreira acadêmica está no incentivo à pesquisa no Brasil, que é um cenário frágil. 

Existe falta de verba pública, assim como escassez de bolsas de pesquisa e de oportunidades no mercado de trabalho para quem se torna mestre e doutor.

carreira acadêmica - pesquisador dando aula na universidade

O que faz um profissional que segue na academia? 

O profissional que opta pela carreira acadêmica pode seguir alguns caminhos, mas todos eles passam pelo mestrado e doutorado. 

Durante os estudos, o profissional pode ser apenas pesquisador, mas depois pode escolher seguir carreira dentro da iniciativa privada ou se tornar professor de ensino superior. 

Dentro da iniciativa privada, os caminhos dependem da formação e da linha de pesquisa do profissional. Assim, ele pode trabalhar em laboratórios, indústrias, centros de estudo, etc. 

Iniciativa privada 

Nesse cenário, o profissional será peça fundamental destas instituições na busca por inovações tecnológicas e melhorias de produtos e serviços. 

Sua função será de continuar a pesquisa iniciada durante a formação, focando em soluções que gerem lucro em determinado momento. 

Por exemplo, um pesquisador que seguiu uma linha de pesquisa de alimentos, pode trabalhar dentro de uma indústria buscando melhorar o produto já criado por essa indústria ou inovando e chegando em novos produtos a partir de sua pesquisa. 

Esse tipo de pesquisa é chamado de “pesquisa aplicada”, quando os conhecimentos teóricos são aplicados em uma ação concreta em busca de um resultado. 

Docência 

Por outro lado, existem pesquisadores que optam pela chamada “pesquisa pura”, quando os esforços do pesquisador não buscam aplicação prática, mas atualização de conhecimentos, novas teorias dentro da mesma linha e progresso da ciência. 

E é comum que pesquisadores com mais afinidade com a pesquisa pura se tornem professores. Isso porque o dia a dia em sala de aula está mais próximo do dia a dia da pesquisa pura. 

Dessa forma, para além de sua pesquisa, os professores também podem desenvolver programas e projetos de iniciação científica com estudantes de graduação, além de participar de grupos de pesquisa dentro da instituição. 

Pesquisa 

Embora extremamente raro, existe também a atuação do profissional apenas com a pesquisa. Nesse caso, ele não atua no mercado de trabalho e nem nas universidades, mas apenas pesquisando. 

Essa é uma atuação muito rara porque ela necessita de incentivo financeiro vindo de algum lugar. 

Por isso, a maior parte dos pesquisadores que são apenas pesquisadores são profissionais que ainda estão fazendo mestrado, doutorado ou pós-doutorado. 

Nesse sentido, o pesquisador recebe uma bolsa de pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) ou de alguma outra instituição, órgão ou fundação para se manter financeiramente enquanto trabalha. 

E ainda assim, os valores pagos pelas bolsas de pesquisa não chegam a ser suficientes na economia atual. Por exemplos, as bolsas para mestrandos pagam cerca de R$ 1.500,00 mensais e as bolsas para doutorandos, R$ 2.200,00. 

Além disso, o incentivo à pesquisa no Brasil recebe cada vez menos verbas e hoje sabemos que o CNPq só consegue pagar 13% das bolsas de pesquisa com seu orçamento. 

Para o restante, ele precisa da ajuda de fundos do Ministério da Ciência, Inovação e Tecnologia, que também sofrem com cortes constantes. 

Atuação no exterior 

Além das maneiras de seguir carreira acadêmica como citamos, ainda existe a atuação no exterior. 

Nesse modelo, o estudante se inscreve para bolsas de pesquisa em universidades do exterior e, caso seja selecionado, passa a pesquisar nestas instituições. 

A primeira coisa a se fazer é buscar a universidade ou instituto de pesquisa que esteja mais alinhada com a sua linha de pesquisa. 

Outro passo é descobrir, pode ser através de uma pesquisa no Google mesmo, grupos de pesquisa e estudo nos quais você pode ingressar. 

Essa é uma tendência no Brasil, isso porque o incentivo à pesquisa é menor no país.

O perfil indicado para seguir carreira acadêmica 

Diante das dificuldades e oportunidades de seguir a carreira acadêmica, como saber se é isso mesmo que você quer? Uma maneira é entendendo se você se encaixa no perfil do pesquisador. 

Algumas das principais características são: 

  • Gostar de ler e escrever, já que essa é parte essencial da rotina; 
  • Ter curiosidade para buscar novos conhecimentos e questionar; 
  • Gostar de estudar e pesquisar, já que esse é o objetivo do trabalho; 
  • Ser paciente porque a formação acadêmica leva alguns anos; 
  • Ter disciplina para poder aplicar a autogestão, já que existem diversas atividades no dia a dia e é necessário dar conta de leituras, redação de artigos e aulas.

carreira acadêmica - como se tornar pesquisador

Como seguir na carreira acadêmica 

Para começar sua carreira acadêmica, a primeira coisa que você precisa entender é que existe um caminho pré-definido, que é pela modalidade stricto sensu da pós-graduação. 

Dentro da pós-graduação, um profissional pode escolher a modalidade stricto sensu ou lato sensu. Os dois têm funções e focos diferentes. 

A pós-graduação lato sensu foca no mercado de trabalho e têm o MBA e as especializações. Enquanto isso, a modalidade stricto sensu abriga o mestrado e doutorado, por exemplo. 

O que é comum aos dois é a graduação. É a partir dela que se decide entre seguir carreira acadêmica ou entrar no mercado de trabalho. 

Como dissemos, então, existe um caminho pré-definido para a profissão de pesquisa e ela costuma seguir estes passos: graduação, mestrado e doutorado, podendo se estender até o pós-doutorado. 

Tendo essa clareza sobre os primeiros passos, existem algumas dicas que podemos dar sobre a carreira acadêmica. Confira: 

Estude constantemente 

Como o objetivo da carreira acadêmica é a pesquisa e a descoberta de novos conhecimentos, parte essencial da preparação é o estudo. 

Por isso, é essencial que você entenda a importância de estar sempre se mantendo atualizado na sua área de interesse. 

Isso é algo que não acaba quando você conclui o doutorado e nem quando arranja um emprego, seja como professor ou na iniciativa privada. 

O estudo constante segue o pesquisador durante toda sua carreira. 

Participe de eventos acadêmicos 

Uma forma de conseguir consolidar sua presença no meio acadêmico é fazendo publicações e divulgando as suas pesquisas e resultados. 

Por isso, é essencial que quem segue a carreira acadêmica participe de eventos acadêmicos apresentando trabalhos e publique artigos em revistas científicas. 

A produção científica é uma métrica usada no meio acadêmico, então quanto mais você publicar, participar de eventos e aparecer enquanto pesquisador, mais chances terá de conseguir melhores bolsas e oportunidades de trabalho. 

Construa networking 

Assim como é importante aparecer enquanto pesquisador, também é essencial construir relações amigáveis dentro do meio acadêmico. 

Isso possibilita que você colabore com outros pesquisadores, aprenda sobre outras áreas de pesquisa (enriquecendo a sua própria) e saiba de oportunidades em primeira mão. 

Por isso, procure ter o seu LinkedIn atualizado, assim como um perfil no Academia.edu, uma rede social voltada para o ambiente acadêmico. 

Saiba em qual ramo quer atuar 

Como dissemos ainda no primeiro tópico deste conteúdo, a pesquisa científica e a carreira acadêmica estão presentes em todas as áreas do conhecimento. 

Por isso, existem muitas linhas de pesquisa pelas quais você pode seguir. 

Então, quando começar sua graduação e perceber que quer seguir carreira acadêmica, procure entender com qual área você se identifica mais e comece a se especializar nessa área. 

Assim fica mais fácil descobrir qual caminho seguir quando ingressar no mestrado. 

Tenha em mente que a formação acadêmica leva tempo 

Quando falamos sobre a carreira acadêmica, é essencial que você tenha em mente que ela tomará anos da sua vida. Entre a graduação e o pós-doutorado, por exemplo, pode se passar uma década. 

E além da titulação, a pesquisa nunca acaba. O profissional está sempre pesquisando porque sempre achará sobre o que pesquisar em sua linha. 

Por isso, além da cerca de uma década para receber seus títulos, você também tem que levar em conta que a carga semanal de leitura, pesquisa e produção é alta. 

Conclusão 

Chegando ao final deste conteúdo, esperamos que você tenha conseguido entender tudo o que envolve a carreira acadêmica, desde o trabalho em si até as nuances das oportunidades de atuação. 

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